Hoje morri…
Foram 200 quilómetros a 140 km/hora para a ver ali mesmo a minha frente.
Quando a vi ao longe o meu coração parou e as minas pernas ficaram bambas. Tudo o resto parou e era como se mais nada existisse à nossa volta. Lá estava ela, linda como sempre, o cabelo sobre os ombros, os olhos dela mostravam vergonha e ansiedade, os lábios tinham aquele jeito de quando me deseja beijar. Aquela saia comprida branca dava-lhe um jeito doce e leve que completava com o desenho do “monstro das bolachas” no top…
A cada paço que dava para me aproximar dela o meu coração disparava e parecia querer sair do meu peito. Junto dela senti o seu cheiro e quando me esticou a cara para me beijar senti a pelo suave a tocar na minha. Entre os dois beijos os nossos lábios tocaram-se ali em frente a toda a gente.
Peguei na mão dela e levei-a dali para fora, para o jardim. Quando paramos, olhamos um para o outro e beijamos-nos com toda a intensidade e amor… Depois abraçamos-nos, voltamos a beijar-nos e apertámos os nossos corpos com força um contra o outro tentando fundirmos-nos apenas num…
Custa admitir que amamos alguém, que pensamos nele, que o desejamos, que passaremos o resto da nossa vida a pensar nele porque é a nossa “alma gémea”, custa admitir que:
É a maior burrice k tou a fazer à minha vida. Eu sei.
Mas que apesar de o coração desejar uma coisa, a cabeça desejar outra:
Há uma coisa k não me deixa voltar atrás. Uma força, mas não sei o k. As vezes pareço uma boneca que alguém leva pela mão.
Acredito que isto doa e custe muito a superar, mas não se compara com a dor de quem ama, não se compara com a dor de ficar sentado nas escadas enquanto que pessoa que amamos nos vira as costas e vais para longe de nós negando o que sente e o que sentimos por ela. Não doi mais do que saber que horas depois de nos termos beijado apaixonadamente ela vai voltar para os braços dele, sem o amar e sem receber amor dele enquanto a nós apenas nos resta um banco no jardim onde em tempos nos amamos e beijamos…
Hoje morri… Sem alma e sem corpo…
Amor incondicional…
Achamos por vezes que amamos muito uma pessoa, mas esse amor apenas se revela quando colocado à prova. E são vários os testes a que somos sujeitos. Decidir estar perto dessa pessoa ou procurar ganhar mais estando longe. Decidir dormir mais de duas horas ou ficar acordado para ajudar a pessoa que amamos. Apoiar nos piores momentos a pessoa que amamos, nem que por telemóvel a altas horas da noite embora cheio de sono o mais importante é convencer quem amamos que não é burro e mostrar o quão maravilhoso é… Procurar moedas para tirar uma cola de lata da maquina para quem amamos por muito simples que pareça é em si uma prova de amor. Mas a maior prova de amor que podemos ter que amamos mesmo alguém é apesar de tudo continuar a amar essa pessoa e continuar disposto a tudo para a ver feliz…
O efeito dele n’ela…
Ela é a pessoa mais doce que conheço tal como já disse aqui, mas fica completamente diferente quando está com ele.
Qual será o efeito dele nela que a torna num pessoa que despreza os amigos, todos os amigos e amigas? Que terá ele sobre ela que ela deixa de ser a melhor pessoa que conheço para passar a ignorar, desprezar e a tratar como merda as pessoas que mais gostam dela e de que ela mais gosta?
Sei que ela não o ama, sei que ela não vê nele grandes qualidades mas mesmo assim transforma-se e torna-se a pior pessoa do mundo quando está ao lado dele. Será que ela deixa de falar com os amigos e os ignora quando está com ele por ter medo dele? Será que ela não o deixa por ter medo dele?
Só sei que ela quando está com ele não é a mesma pessoa que eu conheço apenas por lhe olhar nos olhos…
Coração em pó…
Estive acordado até as 5 e pouco da manhã… Os meus olhos não saíram esse tempo todo do telemóvel. Esperava uma mensagem dela a pedir-me para não fazer aquilo, que não queria que a vida dela continuasse sem mim… mas nada. Não recebi nada…
Adormeci com o telemóvel na mão e a cara molhada das lágrimas que não consegui conter.
Acordei eram oito horas, procurei o telemóvel e… nada. Não tinha recebido nada. Senti que para ela o que lhe dissera tinha sido um alivio.
Voltei a virar-me para o lado, as lágrimas voltaram a dor forte no coração voltou, o desepero voltou e não tinha nenhum motivo para sair da cama.
Eram 14 horas quando fui obrigado a sair da cama. Tinha uma mensagem dela, a resposta fora como se nada se tivesse passado. Dizia que não tinha perdido uma amiga, como se os actos dela não me dissessem o oposto.
SMS :’(
O meu corpo está sem forças, mas a minha dor física e o cansaço é o menos importante. Estou desesperado, perdido completamente perdido e cheio de medo. Sinto que a perdi mais que alguma vez imaginei que a pudesse perder. Sinto dela mais desprezo do que alguma vez a imaginei capaz… Tentei ligar-lhe. Não aguentava mais esperar por uma mensagem dela. Era o segundo dia em que tentava falar com ela e não conseguía. Não vi outra alternativa que lhe mandar uma mensagem. Peguei no telemóvel e sentado no chão onde lhe tentara ligar escrevi:
Desculpa tentar ligar-te mas não aguento mais… Estou desesperadoEstás a deitar-me fora da tua vida como namorado mas também como amigo porque é impossível falar contigo
isso dói… Depois de tudo o que passamos como amantes como namorados mas acima de tudo como amigos doi ser assim expulso Doi não quereres o FuoFo mas dói ainda mais não quereres o ****
Estás feliz com ele? Estás feliz com a tua decisão? Se estás bem e se apenas eu te deixo triste então eu desapareço para que a tua vida seja feliz AMO-TE MUITO sempre te amarei e é por te amar que em lágrimas te escrevo isto porque não to pude dizer… Tal como o tens feito eu deixo-te ser feliz com ele se ele te faz mais feliz que eu se és mais feliz com ele que comigo se o amas a ele e não a mim se os beijos dele os sentes mais que os meus e se o teu futuro com ele é melhor que comigo… Não me arrependo de te ter conhecido de te ter beijado e de ter feito amor contigo e de ter arriscado tudo por ti só tenho pena de não te conhecer agora nem de perceber o que estás a fazer Amanha vou-te mandar uma encomenda é melhor ires buscar depois sozinha POR FAVOR SÊ FELIZ
AMO-TE MUITO
As lágrimas caiam-me pela cara a baixo molhando as teclas e o visor do pequeno telemóvel. A dor no peito a cada carácter era maior e doía como nunca nada e tivesse doído. Sabia que eu era quem ela amava, sabia que era comigo que ela era feliz, sabia que daí a algumas semanas ela estaria a precisar de se sentar nas escadas do prédio dela e chorar no meu ombro por algo que ele lhe vá fazer. Sabia que ele não lhe era fiel e que não a tratava nem perto daquilo que ela merecia… Mas eu não podia fazer mais nada. Que posso eu fazer que eu faço…
Dói, dói muito mas se é o que ela quer… :’(
Só quero que ela seja feliz, isso para mim é o mais importante (sei que não o será mas tenho de respeitar a escolha dela)…
AMO-A MESMO por isso sofro e por isso a quero feliz…
[Que vai ser de mim agora... como irei conseguir viver...
será que valerá a pena amanha acordar?]
Uma semana depois…
Há uma semana que a minha alma abandonou o corpo. Como qualquer casa desabitada o meu corpo está a deteriorar-se de dia para dia, de hora para hora, de minuto para minuto…
Sinto-me dorido, os olhos sempre vermelhos de chorar ou um nó na garganta por já não conseguir… A cada segundo do meu dia penso nela. Cada coisa que vejo ou faço me lembra ela e me apetece fazer com ela.
Mas o que ainda dói mais é o facto de ela me ignorar a maior parte do tempo. Parece até que apenas me manda mensagens por pena e não há hipótese nenhuma de falar com ela. Como se pode esquecer tudo o que passamos, tudo o que fizemos, tudo o que sentimos assim… tão rápido? Como? Porque era capaz de me ajudar a não sofrer tanto…
Primeiro beijo…
“Porque não me beijas logo?“
Foram estas as exactas palavra que ela me disse antes de nos beijarmos pela primeira vez. Fiquei com cara de parvo quando ela me disse isto. Ela estava sentada na minha cama e eu de joelhos aos pés dela. Ainda atónito pelas palavras dela sem hesitar beijei-a…
O que aconteceu a seguir não pode ser descrito por palavras… Antes daquele beijo tinha imaginado e sonhado várias vezes como seriam os seus beijos. Nos meus sonhos eram perfeitos, fantásticos, maravilhosos. Mas agora ali os meus lábios a tocar nos dela, as nossas línguas a juntas a brincarem. A textura dos lábios, da língua dela, o sabor e calor da saliva a forma como se misturava com a minha… Por momentos perdi a noção do tempo e do espaço… Toda a perfeição dos beijos dela que eu imaginara ficara muito aquém de como era beija-la na realidade.
Estarei eu doido???
Começo a imaginar que estou doido. Que é normal durante várias semanas amarmos-nos como nos amamos… Os beijos, o toque, a cumplicidade, o amarmos-nos com paixão e prazer, tudo isto deixar de importar e de fazer sentido assim em poucas horas, em poucos minutos, em poucos segundos. Ela viu-o falou com ele e a partir daí eu passei a ser NADA, a ser alguém que a deixa triste por eu estar triste.
Comecei a duvidar da minha sanidade e… liguei a net e falei em jeito de desabafo com a C@tia. A resposta dela:
ele faz o k ker dela
e ela nao da conta
sp foi assim
no inicio
qd a conheci
discuti
com ela
muitas vezes
mas discuçoes
mesmo
ate ao dia
em k
ela me disse
k eu nao tinha nada a ver com a vida dela
dp
disso
ja nao lhe digo
nada
ela pergunta eu respondo
mais nada
Afinal eu não estava doido.
Conheci a C@tia por esta me ajudar na organização duma ideia que tivera para estar junto d’ela. C@tia é a melhor amiga e foi numa visita a um café (em trabalho claro, apenas para escolher o local) que a vi pela primeira vez. Não era uma mulher que fosse muito vistosa mas era bonita, simpática e parecia divertida.
Mais tarde descobri melhor a C@tia. Alucinada, extrovertida e muito “destrambelhada”, é esta a C@tia que a maioria das pessoas conhece, mas ela é muito mais que isto. É seria, honesta, rigorosa e fiel. Têm também uma feitio que não sendo mau é “mauzinho” daqueles de estimação… Por vezes manda a sua boquinha mas é acima de tudo o que se pode chamar de AMIGA.
Acredito que tenha tido ciumes meus porque muitas vezes lhe roubava a amiga. Muitas vezes o seu ar reprovador quase me matava e outras tantas vezes as suas indirectas feriam o momento. Não sabe de tudo mas é talvez a pessoa que mais sabe o que se passou…
Foi bom falar com a C@tia. Fez-me ver que afinal não estou doido…
Ainda hei-de falar mais da C@tia por agora não precisam saber mais…
ADEUS…
“Como estás?” Perguntou-me ela…
Como estou eu? Como haveria de estar… desesperado com os olhos secos de tanto chorar… Aquela sensação de dor incuravel, aquele nó no peito e aquela vontade de chorar… Como estava… estava sem vontade de estar vivo, sem vontade de existir, sem qualquer vontade a não ser de a amar de estar com ela de lhe tocar de a beijar…
Disse-lhe apenas que estava mal e perguntei como ela estava…
“Estou bem só fico triste por estares assim…”
Foi como se me tivessem espetado mil facas no corpo… Uma dor tão grande que foi difícil conter as lágrimas nas onde estava não o podia fazer… era tão grande o desprezo que sentia no que ela me dizia… Era feliz com ele… a única coisa que a deixava triste era eu… era eu que estragava a felicidade dela… apeteceu-me morrer…
Era claro que ela já esquecera tudo o que tinha existido entre nós… todos os beijos… todas as caricias… todo o amor… toda a felicidade quando estamos juntos…
Era claro que ela já não me queria na vida dela de forma nenhuma… e amo-a o suficiente para a querer feliz…
ELA…
… é a mulher que amo!
Lembro-me da primeira vez que a vi. É daquelas pessoas que passa despercebida, Low profile, mas não me passou despercebida mim… a voz, os olhos, os cabelos e o pescoço acho que me cativaram logo na primeira vez que a vi. Certo é que não lhe liguei muito, mas na altura era pai de dois gémeos e tinha mulher em casa à minha espera. Quando pude fui procurar por fotos dela. Não tinha sido apenas impressão minha ela era mesmo linda… Aquela voz e aquele jeito tímido deixavam-me arrepiado…
Passou o tempo e fazia coisas inocentes para me aproximar dela… não devia mas era mais forte que eu… inventava desculpas… actividades… Falava com ela em jeito de brincadeira e a cada conversa a cada café crescia um sentimento descontrolado por ela…
Quando a via ao longe o meu coração acelerava… Os cabelos longos dum castanho doce caiam sobre os ombros deixando por vezes ver um pescoço perfeito. Os lábios delicados e bem definidos eram uma tentação a que doía resistir. Os olhos meigos junto a um nariz lindo e sensivel tornavam o rosto dela luminoso e resplandecente de forma que tudo o resto deixava de importar…
O seu corpo era de sonho, generoso e doce peito, de ombros delicados e suaves. A barriga era perfeita especialmente nos flancos antes de chegar às costas… As pernas…
fiquei sem ar no dia em que a vi usar saia… quase nem conseguia falar e fiquei… fiquei perdido e desorientado… lembro-me de nesse dia mas mais tarde ter dado a entender via net que tinha ficado sem ar por a ver assim…
Até os braços e a sua forma “torta” a tornam perfeita e adorável…
Mas apesar do corpo dela ser “um pedaço de céu” é mesmo ela que me deixa nas nuvens. O mimo que tem na voz e no acto, a forma como mima quem ama como o JP, como fala da mãe, da família, como trata as amigas como sorri quando está verdadeiramente feliz…
Adoro a verdade do olhar dela, e a cumplicidade que temos, olhando para os olhos dela consigo saber o que pensa, o que deseja o que a assusta… pela voz consigo perceber se está bem ou mal… toda esta verdade que o corpo e o ser dela não escondem de mim me encanta e a tornam perfeita…
Ela é como aquelas visões que temos em sonhos dum ser prefeito e divino e que passa por nós deslizando no universo e nos apanha de surpresa… Ela é esse ser divino que não conheci em sonho mas ali mesmo… não fora aquela pequena e insignificante borbulha no ombro e ela era… ela é divina…
Caret@s e a barragem…
Pareço um morto-vivo que anda fora de ritmo e perdido de tudo e de todos. Sem saber bem onde parei e veio-me há memoria um daqueles momentos especiais que passamos juntos. Nós e mais duas outras pessoas cada uma no seu género muito especiais certo dia fomos passear… Não foi bem um passeio nem foi bem trabalho… Foi mais uma desculpa para passear e estarmos algum tempo juntos.
Por momentos recordei todos aqueles olhares, todas aqueles beijos escondidos, todo o significado daqueles toques “acidentais” toda a felicidade daquele dia. Toda a felicidade de estarmos juntos…
Será que era apenas eu feliz e ela não?
Das muitas fotos desse dia nasceu um vídeo com esta musica e esta letra…
O que me diz o mar…
Sempre me senti atraído pelo sublime, aquele que I.Kant nos mostra ser um misto de temor e de admiração. O mar tem esse efeito em mim, a visto do alto da “Lady of Joke” também… Sentei-me num pedra daquelas cheias mexilhão e fiquei a olhar para a linha do horizonte a ouvir o mar, a sentir a agua a bater-me no corpo e a mente aproveitou para vaguear. O coração doía, o corpo estava vazio como uma casa abandonada.
Não conseguía ter um pensamento ordenado, não conseguía perceber as minhas próprias ideias. Apenas me sentia um nojo de pessoa, alguém miserável que não merece ser amado, que não merece atenção, que não merece carinho, que não merece consideração por tudo o que se passou. Sentia-me sem vontade de viver, sem vontade de respirar… apetecia-me caminhar sempre em frente até atingir a linha do horizonte e por fim àquela dor.
Não era SUFICIENTE, aquela palavra não me saía da cabeça. A dor de ser rejeitado a dor de nao merecer atenção, de não merecer uma mensagem, de nao merecer uma hipotese de ser feliz ao lado dela consumia-me.
Sem prestar atenção ligara o mp3 e estava a ouvir várias musicas duma selecção antiga. Esta fez-me parar de pensar e concentrar na letra. Era a minha dor que estava naquela musica…
Era mesmo verdade…
Quando temos um pesadelo e acordamos sentimos a boca ainda acida e a mente confusa mas algum tempo depois de abrir os olhos e encarar a realidade temos o sensação reconfortante de que tudo foi apenas um pesadelo e que está tudo bem…
Eu tinha o acido na boca, a mente confusa e uma dor nas costas de ter dormido sentado no chão encostado a um pilar. A sensação de conforto de que foi apenas um pesadelo não a tinha, não tinha sido apenas um pesadelo…
O telemóvel já estava caído no chão mas a ultima chamada tinha sido para ela. Tudo o que eu temia nas ultimas semanas tinha acontecido mais rápido mesmo que aquilo que imaginava. Levantei-me com dor, mais no peito que nas costas. Olhei pela janela em busca de algo que fizesse sentido, mas nada fazia sentido. Ao longe ouvia esta musica:
Sei que ela me ama, mas apesar de todo o ser dela lhe gritar para me amar ela luta contra ela e faz o oposto daquilo que sente… Ou eu estou enganado e ela não sente nada por mim? Que sou eu na vida dela? Que fui eu na vida dela? Que foi fazer amor comigo para ela?
Duvidas e muitas perguntas é o que a minha cabeça tem. Dor é o que o meu coração tem. Falta da sua alma é o que meu corpo tem…
Quando a alma me abandonou o corpo…
SALGADA!
Quando chegaram à língua consegui sentir o sabor a sal… mas sabiam mais a dor e a desespero. Perdi a noção de há quanto tempo ali estava sentado a chorar… O telemóvel ainda estava na minha mão. Agarrava-o com força como que querendo que tudo aquilo tivesse sido apenas um pesadelo e nada mais que isso.
As palavras dela ecoavam na minha cabeça que parecia vazia. “O meu amor por ti não é suficiente para ficar contigo…” Durante as ultimas semanas tínhamos sido namorados, escondidos, o quanto o nosso amor tornava possível, dos olhos dos outros. Os nossos beijos eram indiscritiveis, perdia a noção do tempo do espaço e éramos apenas nós. Quando as nossas mãos se tocavam era como um fervilhar de emoções que caminhavam entre os nossos corpos. Quando fazíamos amor nada mais importava, nada mais existia e era um êxtase completo de felicidade e de apenas uma existência só. Os nossos corpos fundiam-se e não era mais eu e ela mas sim NÓS.
Sentado no chão daquela varanda ainda com o telemovel na mão via com toda a nitidez o rosto de felicidade dela quando numa noite clama e algo fria depois dum café passeamos no jardim. Era felicidade em estado puro. Ninguém o podia negar, nem mesmo ela. Mas agora dois dias depois tudo parecia não ter existido para ela. Parecia ter apenas sido um sonho para mim e nunca ter acontecido.
Doía, doía mais que o meu corpo podia aguentar e creio ter adormecido ali mesmo no chão ainda com o telemóvel na mão…